
Mil e uma facetas para um criador que elegeu a fotografia, a performance e a instalação como as disciplinas privilegiadas da sua expressão artística. Hugo Israel tem vindo a adquirir experiências em diversas áreas desde a comunicação, à produção, passando pela activação de marcas, experiências que lhe conferem uma visão abrangente e actual do universo artístico. Em 2008 publicou, sob o pseudónimo de Hugo Villier, o livro de poesia “Amor ah Tona”. No ano seguinte, volta-se para a cidade, de onde não mais saiu, estreando-se como mentor e artista-curador do projecto Pop Up Lisboa e, já em 2010, pondo a cidade de Lisboa a libertar emoções reprimidas e sentimentos negativos com a instalação “Prato do Dia: Burnout”, promovido pela Associação de Valorização do Chiado. Hugo Israel define-se como um “agente criador” e, através do seu trabalho, com o mote da vivência do urbano como pano de fundo, ambiciona promover a partilha e a convivência entre artistas e comunidade.
Apresenta-se nesta mostra, com a obra “Eu como o outro, um círculo sem fim” que pretende deixar ao espectador a intimidade e a revelação. O amor inusitado e impulsivo, digladiados entre o sentir e o pensar, entre o não ser e o que se queria que fosse:
"Eu como o outro, um círculo sem fim.
se em mim houvesse amor tu moravas comigo.
Sentados contemplamos o olhar um do outro. Tocamos os nossos rostos e despertamos os sentidos.
O coração renasce sempre que te vê.
Como te dizer meu amigo, que não és meu amigo. Como posso fazer-te compreender isso.
O meu caminho não é o teu caminho, mesmo se de mãos dadas caminhamos juntos." Hugo Israel
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