Aceitam-se Bitaites

Com o terminar da edição de 2010 das duas séries do Pop Up os olhos já estão postos no que está na calha para 2011. Ainda é cedo para revelações, mas a equipa do Pop Up quer saber que ideias têm aqueles que têm vindo a seguir este festival.

Digam de vossa justiça em termos de conceitos, ideias e sugestões. O que gostariam de ver mais? O que querem de novo ou de velho?

Dose de Pop Up Natal do Dia

Neste penúltimo dia do Pop Up Natal é Bruno Roda que nos faz as graças. Depois da sua presença no precocemente terminado espaço no Pavilhão 27 do Pop Up 2010, Roda volta a dar o seu apoio no Chiado com os seus personagens "Supporters".

Supporters – a person who supports.



Supportgive help, encouragement; provide with a home and the necessities of life; be capable of sustaining (life);




A obra encontra-se dividida em duas partes conceptuais: paradigma e sintaxe.

As cartas (paradigma) representam diversas faces, todas da mesma linhagem significando os laços familiares e de afinidade, embora a sua diversidade estética simbolize igualmente o devir e a mutabilidade.

Duas das cartas vão estar fora da estrutura (castelo de cartas), assumindo-se como Jokers (representados escatologicamente), representando os socialmente excluídos, os marginais, os indesejados.

O castelo de cartas (sintaxe) representa uma habitação, um prédio, em que cada carta (paradigma) forma a estrutura / janela através da qual temos acesso a uma determinada face(ta) da sociedade. Apesar de um castelo de cartas ser uma construção sedentária, a sua efemeridade e fragilidade remete igualmente para a precariedade do seu estatuto, no limiar do nomadismo urbano.

O nome “Supporters” presta-se a ser aplicado ao projecto em toda a sua polissemia: no sentido emocional, económico, psicológico e infra-estrutural.

Pop Up Natal do dia com o Mentor

A dose diária de Pop Up Natal de hoje tráz-nos Hugo Israel, mentor e director criativo do projecto Pop Up e a sua instalação "Eu como o outro, um círculo sem fim" presente no Chiado.





Mil e uma facetas para um criador que elegeu a fotografia, a performance e a instalação como as disciplinas privilegiadas da sua expressão artística. Hugo Israel tem vindo a adquirir experiências em diversas áreas desde a comunicação, à produção, passando pela activação de marcas, experiências que lhe conferem uma visão abrangente e actual do universo artístico. Em 2008 publicou, sob o pseudónimo de Hugo Villier, o livro de poesia “Amor ah Tona”. No ano seguinte, volta-se para a cidade, de onde não mais saiu, estreando-se como mentor e artista-curador do projecto Pop Up Lisboa e, já em 2010, pondo a cidade de Lisboa a libertar emoções reprimidas e sentimentos negativos com a instalação “Prato do Dia: Burnout”, promovido pela Associação de Valorização do Chiado. Hugo Israel define-se como um “agente criador” e, através do seu trabalho, com o mote da vivência do urbano como pano de fundo, ambiciona promover a partilha e a convivência entre artistas e comunidade.

Apresenta-se nesta mostra, com a obra “Eu como o outro, um círculo sem fim” que pretende deixar ao espectador a intimidade e a revelação. O amor inusitado e impulsivo, digladiados entre o sentir e o pensar, entre o não ser e o que se queria que fosse:

"Eu como o outro, um círculo sem fim.
se em mim houvesse amor tu moravas comigo.
Sentados contemplamos o olhar um do outro. Tocamos os nossos rostos e despertamos os sentidos.
O coração renasce sempre que te vê.
Como te dizer meu amigo, que não és meu amigo. Como posso fazer-te compreender isso.
O meu caminho não é o teu caminho, mesmo se de mãos dadas caminhamos juntos." Hugo Israel

Último Update de Pop Up Natal de 2010

Para fechar o ano 2010 e dar as boas vindas a 2011 está com o Pop Up Natal Tiago Borges da Silva. Oriundo da capital Angolana de Luanda e nascido no dia das bruxas, Tiago marca presença no andar cimeiro do número 72 da Rua Garrett com o seu "Dream Catcher" em ponto grande.
Licenciado em Arquitectura pela Universidade de Manchester Tiago prosseguiu a sua formação académica com um mestrado em Design Interactivo no Royal College of Art, em Londres, especializando-se nas manhas do Vídeo e Cinema, Desenho, Pintura, Escultura e Instalações.

Com "Dream Catcher" o artista leva-nos numa viagem do alto da utópica montanha urbana, num mar inundado de crenças que se dilui em sonhos de rápidos desejo. O nómada aventura-se entre essas duas realidades em paralelo.

Pop Up Natal do dia tem o nome de Mazza

Hoje, dia 29 de Dezembro, o Pop Up Natal apresenta Mário Neves Ferreira da Silva, também conhecido por Mazza que marca a sua presença no Chiado com o projecto "E o Bastos Diz: O Rei Vai Nú"

Nascido em Agosto de 1983, é artista plástico e iniciou estudos no Oporto British School, no Porto. Licenciou-se em Belas Artes pela University of Liverpool, Inglaterra, e estagiou na Tate Gallery. Participou em diversas exposições no Reino Unido, e em 2004 regressa a Portugal. Participa regularmente na Bienal de Cerveira e impulsionou um evento urbano, o “Arte Contemporânea na Garagem da Vizinha”, na Maia. Lançou três edições do jornal “Sangue Novo” e, recentemente, esteve presente numa exposição colectiva com Júlio Resende. Na pintura, Mazza, procura uma diversidade de temas, começou por explorar a poesia de Baudlaire através da instalação “As Sombras da Natureza”, passando por arte digil inspirado nos vídeo jogos dos anos 80. Actualmente vive e trabalha na Maia, frequenta o segundo ano do Mestrado em Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e em Janeiro de 2011 fará parte de uma colectiva de quatro artistas a expor no Museu da Igreja dos Portugueses em Roma.

Pop Up pós Natal

No início da semana de descanso entre o Natal e o Ano Novo o Pop Up Natal orgulha-se de apresentar o projecto "Condomínio para Nómadas Urbanos" de João Mouro em exposição no Chiado



Inspirado no conceito “nómadas urbanos”, que deu mote ao festival Pop Up Lisboa 2010, João Mouro, apresenta-se neste evento com um condomínio sui generis. Com “Condomínio para Nómadas Urbanos”, o criador parte do conceito da roulotte, onde se detém para ilustrar o seu pragmatismo, da necessidade de movimento dos seus “ocupantes” e/ou “habitantes”, para depois ir além dele e colocar em evidência a perversidade do consumo actual. Recorrendo às portas de madeira, aos pedaços de móveis, às janelas velhas, aos contraplacados, às gavetas e às tábuas de andaimes, que servem de motivos decorativos à roulotte, o autor pretende alertar as consciências para os desperdícios da sociedade actual que, apesar das preocupações ambientais, muito em voga, continua a ter uma estranha obsessão pela constante mudança da decoração e ou de casa, levando a um desmedido e desenfreado consumismo.

De Belgrado ao Chiado

O snapshot Pop Up Natal de hoje dá-nos umas luzes das obras do artista Sérvio radicado em Portugal, com um historial de participão em mais de 200 exposições, aqui ficam os seus projectos incluídos no espaço do número 72 da Rua Garret.

Orquestra Cigana”, 2007
Madeira, chumbo e outros objectos sobre latão oxidado, díptico, 280 X 180 cm.



Iconostasis”, 2010
Óleo, folha de ouro e outros materiais sobre madeira, díptico, 280 X 180 cm.
e
Flores para minha amada”, 2009
Folha de ouro e outros materiais sobre madeira, díptico, 280 X 180 cm.




Capote”, 2010
Terracota de R. Ramalho, capote e outros materiais sobre madeira, díptico, 300 X 200 cm.


Escada de Jacob”, 2007-09
Folha de cobre oxidada e outros materiais sobre madeira, díptico, 300 X 200 cm.

Caminho de Ferro”, 2009
Óleo e vários materiais sobre tela, tríptico, 420 X 180 cm.

Branislav Mihajlovic, nascido em Belgrado, em 1961, é Mestre em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Belgrado desde 1989. Conta no seu curriculum com cerca de setenta exposições individuais e mais de duzentas colectivas, entre o seu país de origem, Portugal, a Holanda, entre outros. O seu trabalho já foi por quatro vezes premiado e após uma breve passagem pela Holanda, estabeleceu-se em Portugal em 1992, onde vive e trabalha. Adepto convicto dos projectos do artista-curador Hugo Israel, mentor do festival Pop Up, Branislav Mihajlovic apresenta ao público sete grandes formatos

Para além dos aqui apresentados, o espaço reservado a Branislav Mihajlovic inclui também “Caminhando sobre água”, 2007 composto por Folha de cobre oxidada, folha de chumbo e outros materiais sobre tela, díptico, 300 X 200 cm.

Frutos do Bairro Portugal Novo no Chiado

Como foi anunciado aqui no blog do Pop Up, uma das iniciativas do festival que ocorriam aos Sábados durante o mês de Novembro consistia na interacção com a comunidade do Bairro Portugal Novo nas Olaias. Depois de participar nesta componente social do Pop Up, Rita Delille compôs "Saber Olhar Para Concretizar".

Rita Delille, fotógrafa e artista plástica, traz-nos as experiências adquiridas junto dos mais jovens moradores do Bairro Portugal Novo, durante o workshop de fotografia que realizou no âmbito do festival Pop Up Lisboa 2010 e da intervenção social e artística que decorre neste bairro, em parceria com o Programa Escolhas.

Com o intuito de estimular as competências artísticas daquelas crianças, Rita levou a cabo, no passado mês de Novembro, um workshop que desafiou a população local a registar as suas visões pessoais sobre o bairro, com a finalidade de desenvolver a capacidade crítica face à imagem fotográfica em geral e jornalística em particular.

Incidindo sobre a exploração do “olhar” único de cada um na fotografia e do “concretizar”, no sentido de pensar num tema - planeamento e desenvolvimento – para trabalhar, e com recurso a materiais simples, como Jornais diários, revistas semanais, projectores, máquinas fotográficas, telemóveis e máquinas descartáveis, disparam-se flashes por todo o bairro, olhou-se com um novo olhar e concretizou-se.

No Pop Up Natal no Chiado encontrarão o resultado da colaboração da artista com os habitantes do Bairro Portugal Novo.

Dose Diária Recomendada de Pop Up



Apresentamos o "Sobre Rodas" como parte da dose diária recomendada de Pop Up. Este projecto é um dos dez finalistas do Concurso Internacional de Projectos Artísticos no âmbito do Pop Up Lisboa 2010.

O tema do festival Pop Up Lisboa 2010 – Nómadas Urbanos – serviu de inspiração ao colectivo Associação Povo da Floresta para a criação de “Sobre Rodas”, uma instalação que aborda os instintos básicos de acordo com a pirâmide das necessidades humanas, neste caso a fome e a falta de alimentos.

Na história da humanidade a prática da agricultura foi o fenómeno que impulsionou a fixação das populações em aldeias, anulando as deslocações nómadas ao garantir uma produção local de alimentos indispensáveis à subsistência.

E, se o Homem se tornasse nómada novamente? O destino das viagens não daria como certo encontrar comida, pois a agricultura está a morrer, não existem alimentos disponíveis. “Sobre Rodas” propõe assim uma resolução para este problema, através da criação de uma horta móvel, feita a partir de materiais obsoletos e reciclados.

Visitem o Pop Up Natal no Chiado para veremeste e outros projectos em exibição no número 72 na Rua Garret, a entrada é gratuita!

Dia a dia uma dose de Natal Pop Up




Para acompanhar o Pop Up Natal que se estreou Quarta Feira dia 15 de Dezembro, apresentamos cada dia uma obra e um artista, o caso do dia de hoje é no feminino.

Ana Viotti que marcou presença na última edição do Pop Up com a sua peça "Interlúdio" no Palácio Vérride, faz o seguimento no Pop Up Natal no Chiado com "Acústico".

Baseando-se na afirmação da escritora Ana Lightman de que "Neste mundo existem dois tempos. O tempo-máquina e o tempo-corpo", em "Acústico" deparamos-nos com dois tempos, paredes opostas.
O tempo-máquina é rígido e oscila mecânicamente como um pêndulo, o tempo-corpo torce-se e contorce-se, move-se à mercê dos impulsos.
Uma cadeira. Uma cadeira que se repete nas imagens e que está sempre presente como representação das tomadas de decisão.
A tensão dificulta a passagem do tempo.
A rotina mecaniza o tempo.
A liberdade de decisão excita o corpo num tempo que se descobre.
Afinal, qual é o tempo que queremos viver?